ESTREOU-SE NO TEATRO DE REVISTA E FOI UM RASTILHO AO CANTAR ESTE FADO CANÇÃO, POIS FOI UM TREMENDO SUCESSO
Passeia, p'lo mundo inteiro
Por gostar da vida boa
Mas não mora no estrangeiro
O fado mora em Lisboa.
Já morou na Mouraria,
Mas depois num sobressalto
Tratou da mudança e um dia
Foi p'ro Bairro Alto.
O fadinho mora sempre, por castigo,
Num bairro antigo, num bairro antigo,
E a seu lado, p'ra falarem à vontade
Mora a saudade, mora a saudade.
Quase em frente, numa casa de pobreza
Vive a tristeza, vive a tristeza,
Tem corrido os velhos bairros sempre à toa
Mas mora em Lisboa, mas mora em Lisboa.
Quando vai cantar lá fora
Tem uma ideia bizarra.
Leva um estribilho que chora
Na voz triste da guitarra.
Canta lá dias a fio
Mas, depois numa ansiedade,
Volta sempre num navio
Chamado Saudade.
O fadinho mora sempre, por castigo,
Num bairro antigo, num bairro antigo,
E a seu lado, p'ra falarem à vontade
Mora a saudade, mora a saudade.
Quase em frente, numa casa de pobreza
Vive a tristeza, vive a tristeza,
Tem corrido os velhos bairros sempre à toa
Mas mora em Lisboa, mas mora em Lisboa.
Os acordeonistas de antigamente,tiveram um grande papel, junto das populações. Muitas festas e casamentos, se fizeram graças aos acordeonistas.Portanto eles devem ser recordados e até homenageados.Muitos deles não tiveram automóvel.Deslocavam-se em transportes públicos, com o seu acordeão, numa bolsa de cabedal e também em bicicletas.José Ferreiro (Pai) no início dos anos 50, montou um motor na sua bicicleta e mais tarde já se deslocava numa motorizada.Outros tiveram melhores condições.
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