Estávamos no ano, já longíquo de 1965, quando tirei esta fotografia.Tinha adquirido um gira-discos e estava a olhar para a capa de um disco de 45 rotações.Ao meu lado estava o Francisco Cabrita de Paderne e atrás estava um furriel, que já não me lembro do nome.Eu e mais cinco colegas alugámos um quarto, para onde levámos as respectivas camas da camarata e os mosquiteiros e ali vivemos quase dois anos.Apanhámos uns sustos, mas também havia convívios especialmente de noite.
Não me posso esquecer de um ataque que sofremos de basuca, em que houve muitos feridos, que tiveram que ser evaquados de noite para Bissau.O campo de aterragem, que não dispunha de luzes, tivemos que improvisar pondo todos os carros, Unimogues, jipes com os faróis ligados para iluminar o campo. E assim se conseguiu evacuar dezenas de feridos.
Os acordeonistas de antigamente,tiveram um grande papel, junto das populações. Muitas festas e casamentos, se fizeram graças aos acordeonistas.Portanto eles devem ser recordados e até homenageados.Muitos deles não tiveram automóvel.Deslocavam-se em transportes públicos, com o seu acordeão, numa bolsa de cabedal e também em bicicletas.José Ferreiro (Pai) no início dos anos 50, montou um motor na sua bicicleta e mais tarde já se deslocava numa motorizada.Outros tiveram melhores condições.

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